quarta-feira, 5 de junho de 2013

                 
                            O PRIMEIRO LIVRO A GENTE NUNCA ESQUECE

                                                  DEPOIMENTOS



Também sou da geração "vaga-lume"... Mas, como vários aqui relataram, meu primeiro livro foi uma indicação da minha irmã mais velha e não foi "A ilha perdida", mas, sim, "A montanha encantada", ou seja, a autora é a mesma, a Maria José Dupré!!! Alguns anos depois, no "ginásio" a professora de Português, D. Norma, organizou a biblioteca da escola e, claro, eu bem me lembro que a maior parte dos livros eram desta coleção também e ficávamos lá por duas aulas "apenas" lendo e não esqueço que, para conservar os livros, estes foram encapados com papel pardo (que triste! não podíamos nem apreciar a capa!!!). E, mesmo escolhendo os livros apenas pelos títulos ou indicação de outros colegas ou da professora, acho que para a grande maioria dos colegas da escola, esse é o nosso maior referencial de início no mundo da leitura!! E, assim como hoje acontece, alguns alunos "devoravam" muitos livros, outros apenas fingiam ler e confesso que não me recordo como eram estas cobranças de leitura, acho que nem havia tanta cobrança, mas lembro que ela ficava muito brava se trocássemos de livros toda aula. Também, com essa mesma professora, tínhamos muitas aulas de produção de texto. Ela citava algumas palavras e tínhamos que produzir um texto em que elas aparecessem e, depois, líamos para toda a sala. E, hoje, sempre que reencontro alguns amigos daquela época, recordamos destas aulas de redação e especialmente de algumas histórias produzidas pelos colegas, seja por terem sido muito engraçadas ou mesmo porque havia muitos deles que já escreviam muitíssimo bem, o que, infelizmente não era meu caso!  
                                                                                                                           Lu
                              


 PRIMEIRO CONTATO
    O meu primeiro contato com a leitura e escrita foi através das cartas que meu pai escrevia para os parentes distantes da minha avó. Eu adorava ver as palavras sendo transformadas em letras, que eu não entendia, mas que me fascinavam. Às vezes, meu pai pedia para eu me afastar, pois atrapalhava. Eu me recusava a sair, mas quando saia, logo voltava, pois aquele era um momento mágico. Depois, aguardava ansiosa a leitura da carta que simbolizava uma longa e bonita história.
   Isso me despertou a vontade de ir à escola, mesmo não tendo idade. Após longa insistência, meu pai conversou com a professora, que concordou que eu assistisse às aulas. Pouco tempo depois, graças à dedicação da professora e do apoio da minha mãe nas lições de casa, eu estava alfabetizada e me destacava entre os alunos da sala. Dona Edileuza, a professora, resolveu alterar a data do meu nascimento e eu pude continuar os estudos.
   Lembro-me que mais tarde, quando meu pai não podia, eu mesma escrevia as cartas solicitadas pela minha avó. E o desejo de ler e escrever tornou-se realidade!
                                                                                    Onivete


    
Minha primeira experiência com a leitura foi por volta dos dez anos de idade. Cursava a antiga quarta série, hoje quinto ano. Era inverno, chovia muito, estava passando as férias na casa de minha avó que morava numa fazenda. O livro fora sugerido ou melhor  "imposto" pela professora pois assim que retornássemos das férias haveria prova sobre o livro cujo titulo era "A ilha perdida " - séria Vaga-lume.
  O livro chamou  a atenção pela dinâmica de sua narrativa onde dois garotos perdidos na floresta tiveram que desenvolver estratégias de sobrevivência.
  O que seria uma imposição passou a ser algo prazeroso, comecei  o me identificar com os personagens e me via realizado em suas aventuras. Acho que este é um livro que todo garoto deveria ler. Foi só o começo depois li quase todos da Série Vaga-lume.
                                                                                                     Carlos


Uma viagem pela leitura e escrita

Desde criança, a leitura faz parte da minha vida.Acho que ela nos permite adentrar amplos horizontes. Comecei ouvindo histórias infantis e lembro-me o quanto  elas me encantavam. Mais tarde, aos 07 anos de idade, aprendi a ler e escrever. Nunca vou me esquecer da ansiedade gerada pelas dificuldades encontradas ao longo da alfabetização... Através da leitura conheci muitos lugares, personagens admiráveis e outras insuportáveis.Contos de Fada, Coleção Vagalume, Clássicos da Literatura e outros diversos gêneros de textos povoaram o meu dia-a-dia ao longo da vida. Na adolescência adquiri o hábito de escrever tudo que sentia, já que encontrava muita dificuldade em me expressar oralmente. Esse costume carrego comigo até hoje, penso que a escrita é o retrato da minha alma, no papel cabe tudo, nele posso expressar minhas dúvidas, meus sentimentos, meus novos saberes, minhas frustrações, minhas certezas. Quanto à leitura, continua sendo minha companheira. Ela me permite enriquecer meus conhecimentos e me ajuda a continuar sonhando, afinal, quando perdemos a capacidade de sonhar, deixamos de viver.

                                                                     Luisa

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